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Sobre Carolina e Catarina

Somos irmãs e violinistas formadas pelo Conservatório de Tatuí (o maior conservatório da América Latina). Atuamos em várias orquestras sinfônicas como a Orquestra Sinfônica Paulista (profissional), fizemos cachês variados inclusive durante a fase acústica do grupo Roupa Nova, e ensinamos violino desde 2008, em Campinas SP.

Aula de Violino

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A música vem sendo apreciada pelos povos desde a antiguidade. Na Grécia antiga Aristóteles já apontava para os benefícios musicais; Platão receitava a música para a cura das “angústias” e sintomas semelhantes, dizendo que “a música é o remédio da alma” e que os sons produziam efeitos terapêuticos. Com o avanço do estudo da estrutura e do funcionamento cerebral identificou-se as áreas do cérebro que atuam na memorização só de sons, de ritmos, de timbres, ou de células que armazenam a melodia de uma música, sendo que o conjunto desses grupos celulares compõem a memória sonora.
A área cerebral ligada à música localiza-se na região córtex temporal do hemisfério direito. Já a composição e escrita da música é trabalhada no hemisfério esquerdo do cérebro, onde se encontram os centros da linguagem (a compreensão da música).

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A nível elementar todas as pessoas possuem conhecimento musical por causa do desenvolvimento durante os processos de aprendizagem. O bebê, desde o início da gestação, aprende o ritmo da respiração da mãe, mais tarde através das conversas e canções que o embalam.

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Não nascemos prontos, a música é desenvolvida conforme o interesse e vontade de cada pessoa em aprender algum instrumento musical. O advento da informática puxou a evolução tecnológica em múltiplas áreas e o mundo moderno vem exigindo a genialidade e instantaneidade das pessoas em tudo o que fazem, porém os nossos cérebros continuam os mesmos. Precisamos de tempo, paciência, prática, estudo, calma e perseverança para assimilarmos novas informações durante o aprendizado de música.

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Em geral as pessoas pensam bastar adquirir um instrumento da sua preferência e um bom professor para em pouco tempo estarem estrelando nos palcos internacionais. Seria ótimo se assim  fosse mas nada está mais distante da realidade. É óbvio que um bom professor faz a diferença, pois há profissionais que sofreram em recomeçar os estudos novamente (quando estudantes) para corrigir erros de maus profissionais, isto acontece realmente, e é dispendioso o que colabora para que muitos desistam de estudar algum instrumento. O aluno precisa entender que o esforço para aprender realmente dependerá dele mesmo, pois de nada lhe adiantará receber uma ótima informação de um bom professor se ele não se aplicar devidamente aos estudos.

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Cada integrante de uma orquestra sinfônica, por exemplo, estudou no mínimo 8 anos mais os anos de aperfeiçoamento para ocupar o lugar onde está. Com certeza para tão longa jornada é preciso gostar de estudar, a fim de que o processo seja leve e prazeroso. É bom o iniciante se perguntar se realmente gosta de estudar o instrumento que escolheu, pois será preciso entusiasmo e alegria em cada parte do processo, pois o aprendizado é efetuado passo a passo, sendo que a etapa vencida dará início a uma nova fase e assim por diante. Quem gosta de adquirir tudo pronto e à mão não apreciará o violino, pois nele o estudante trabalhará cada nota da partitura (é preciso afinar cada nota, pois ela não se encontra pronta como as teclas do piano).

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A vida é um desafio constante, o bebê vem ao mundo inconsciente e pequenino antes de balbuciar as primeiras sílabas, a dar os primeiros passos, etc., mais tarde passará pelas etapas escolares, as profissionalizantes e após enfrentará o mercado de trabalho competitivo. Será que esse bebê teria nascido se antes de nascer soubesse da jornada longa que teria que enfrentar depois? No entanto ele viveu cada momento com alegria e disposição de aprender algo novo. Foi assim que ele construiu a pessoa que se tornou quando adulta. Os dias em que você dominará o seu instrumento chegará, se você dedicar-se ao estudo.

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Vale a pena estudar música e se habilitar a um instrumento específico, pois está provado os benefícios que a música oferece (tanto ao que a pratica quanto àquele que a ouve). O Laboratório de Neuropsicologia da Música e da Cognição da Universidade de Montreal, no Canadá, investigou e revelou as reações que a música produz, em maior ou menor grau dependendo do conteúdo emocional. Interessante lembrar o que eu soube, que a música de Mozart possui elementos terapêuticos. A música pode melhorar o humor, o sono, a motivação, a autoconfiança, pode diminuir a ansiedade, combater a tensão, a fadiga e eliminar o estresse (reduz as concentrações de hormônios do estresse). Tudo isto porque ela ativa a área do cérebro que oferece recompensas, como a de um alimento saboroso, ao das drogas e do sexo. Cada estilo musical afeta as pessoas de forma diferente. A música também beneficia a memória, a concentração, a percepção auditiva, a atenção, o raciocínio, a imaginação e a criatividade. Estudar um instrumento do qual se goste é prazeroso e faz bem em qualquer idade.

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Pessoas da terceira idade também estão estudando como a realização de um sonho, que muitas vezes foi interrompido por causa de falta de oportunidade, ou porque não foi possível nem sonhar com essa possibilidade.

A música permeia as culturas por gerações inteiras e ultrapassa as décadas e os séculos. Então vale a pena o esforço em aprender um instrumento musical para deleite próprio e benefício da sociedade.

Muita paz e alegrias!

contato: 19-3324.7116; amoviolino20@gmail.com; Instagram aula_violino_particular

Imagens: Pixabay.com

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