O que é uma Sinfonia?

A sinfonia é uma composição musical escrita para a orquestra sinfônica. Nesta composição não existe a figura do solista como o responsável pela melodia principal como acontece nas composições de concertos específicos para algum instrumento solo.
Uma vez que na sinfonia não existe o solista, a orquestra deixa de desempenhar o papel de acompanhamento pois desempenha então o “papel principal”.
Uma sinfonia geralmente é dividida em quatro “partes”, ou quatro movimentos.
O primeiro movimento geralmente é mais agitado e é escrito em forma sonata. Neste movimento o compositor irá expor os temas da sinfonia, fará um desenvolvimento e uma recapitulação dos temas levando a conclusão.

O segundo movimento é mais calmo e tranquilo para existir contraste na composição. As vezes o compositor escreve em forma de “Rondeau” ou Rondó no segundo movimento. Pode-se comparar o rondó com uma poesia. Da mesma forma que na poesia, os refrões podem reaparecer, num rondó ocorre o mesmo com o tema reaparecendo em intervalos regulares.

O terceiro movimento geralmente é em forma de minueto. O minueto primordial era uma música francesa que era usada para as pessoas dançarem nos bailes. Quando os compositores começaram a colocar minuetos nas sinfonias, eles os deixaram mais sofisticados. O minueto pode ter uma característica leve, alegre.

Beethoven criou o scherzo que em italiano significa “troçar, brincar.” Pode ter uma característica excitante e muito animada.
O quarto movimento geralmente é mais agitado que o primeiro e traz variações sobre os temas da sinfonia.

Naipes

Apelidamos de “Naipe” os diferentes instrumentos de uma orquestra. As diferentes vozes que eles representam.
Então durante uma sinfonia, você pode perceber que ora o tema principal estará sendo tocado pelo naipe dos violinos e ora estará sendo tocado pelo naipe dos violoncelos por exemplo.
E muitas vezes estará sendo tocado pela orquestra toda ou por alguns dos naipes da orquestra.

Você poderá perceber um “diálogo” entre os naipes também.
É muito bom ouvir com atenção para perceber esses detalhes.
Existirá um período de silêncio entre os movimentos e só se deve aplaudir ao final do quarto movimento pois só então a obra completa terá sido concluída. O silêncio entre os movimentos é importante para a concentração dos músicos que se prepararão para a “mudança de clima” que ocorrerá na sinfonia no sentido de que cada movimento trará sua própria energia, sua própria atmosfera e sempre contrastante com o anterior ou posterior.

E agora a melhor parte! Separamos uma playlist de sinfonias lindas para vocês. É só clicar nos nomes coloridos das sinfonias abaixo para abrir os links do YouTube e poder escutar:

Sinfonia 5 de Mendelssohn

Sinfonia 9 de Beethoven

Sinfonia “O Novo Mundo” Dvorak

Sinfonia 2 de Brahms

Boa audição!

Professora Catarina Marchiori

Fonte: Inspirado no livro: A Orquestra Sinfônica de Dorothy B.Commins
Enciclopédia Juvenil.

Fotos Pixabay

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Auto Controle Mental e Emocional na Performance Musical.

Na foto acima o violinista virtuose Yehudi Menuhim.
Foto de scontent.xx.fbcdn (encontrada no Pinterest).

Em nosso tempo de estudantes no Conservatório musical de Tatuí o Professor Paulo Bosísio fazia seminários de finais de semana com master classes para músicos profissionais e alunos adiantados. Ministrava aulas abertas, fazia palestras e traduções de livros importantes para nós, nos ajudava com reflexões e conversas produtivas, a fim de alcançarmos o ideal necessário para uma boa apresentação.

Lembro-me muito dele, o grande educador e violinista Paulo Bosísio, dizendo para nós, alunos e professores presentes, sobre o controle de nós mesmos e autocontrole mental e emocional necessários para uma boa performance.
Ele nos ensinava a usarmos a performance desejada mesmo quando estivéssemos sozinhos em casa, mesmo a sós deveríamos estudar com a performance que queríamos ter no final quando do evento público. Fosse esse evento um teste, uma apresentação, um recital, um concerto, etc.
Portanto é importantíssimo termos uma base sólida de prática e estudo diários impecáveis do instrumento, mas também é igualmente necessário o autoconhecimento, conhecermos as nossas próprias reações quando somos expostos a situações de estresse e de extrema adrenalina.

Na foto acima o violinista Yehudi Menuhim “brincando” em posição de meditação e tocando violino com muito bom humor.
Foto encontrada no Pinterest.

O professor Bosísio enfatizava a importância da prática da meditação, do yoga ou alguma outra atividade similar com a qual nós melhor nos afinizássemos, a fim de obtermos autocontrole. É natural sentirmos medo de nos expormos em público, mas é possível controlarmos esse medo, evitando que ele nos surpreenda com o pânico. É importante repensarmos sobre nós mesmos, sobre o ego, sobre o medo de errarmos em público ou de cometermos alguma gafe e sermos alvo de chacotas, risadas ou desvalorização e desprezo. A orientação que recebemos foi a obtenção do autoconhecimento e do autocontrole e estas práticas (meditação, etc.) nos auxiliam muito para esse mister.

Foto de Scroll.in (encontrada no Pinterest).

O Professor Paulo Bosísio também compartilhava conosco a importância da respiração e do controle dela, nos ensinando, muitas vezes, vários exercícios de respiração que ele praticava diariamente, técnicas de sua escolha como a técnica de Alexander. Uma base de ensinamentos e práticas para repensarmos nosso auto controle em todos os momentos de nossas vidas, e ainda mais, sobre situações estressantes.
Ele também nos indicava reiteradamente o livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen” pois, é um pequeno livro de ensinamentos muito profundos para a vida, e que nos ensina muito na performance do violino.

Foto encontrada no Pinterest.

Diante de tentativas e de refletir sobre estes assuntos, descobrimos, então, um novo mundo, ou seja, nossos horizontes se ampliaram muito e descobrimos que a vida não é compartimentabilizada como nos é ensinado, e como nos fazem acreditar. Como é bom ser livre em nossos pensamentos, sentimentos e ações, não é mesmo? Afinal quando olhamos o arco íris, conseguimos ver exatamente a separação das cores ou, verdadeiramente vemos uma fusão entre a passagem de cada uma das cores em passagens tão suaves, que não podemos precisar com extrema exatidão, onde uma cor começa e outra acaba, não é?!!! Aqui a natureza nos oferece um ótimo ensinamento. Como é bom estudarmos ter sonhos, objetivos a alcançarmos, e nos engrandecermos como Seres Humanos!!!

Deixo aqui esta pausa para refletirmos e estas dicas que foram tão valiosas, para nós no decorrer de nosso estudo e prática do violino.

Posso dizer que a música é algo sublime e quanto mais o músico permitir que a música apareça em detrimento do seu ego, mais esta confraternização maravilhosa entre as vibrações salutares da música/ músico/platéia é eficiente. Neste ponto, deixo aqui o exemplo de Yehudi Menuhim, um violinista que também meditava. Destaco o segundo movimento do concerto número 03 de Mozart, para violino e orquestra, tocado pelo grande violinista Menuhim que para mim, é uma interpretação extremamente sublime, para ilustrar e encerrar esta reflexão!

Clique aqui para escutar o violinista Menuhim

Deixo também, abaixo, o link para o Áudio Livro:
“A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”.

Clique aqui para ouvir o livro “A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen”.

Canal Fênix Áudio Livros (YouTube).

Muita paz e alegrias!!!
Professora Carolina.

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O que é um Concerto e quando aplaudir?

Concerto

Concerto , em latim “concertare” significa disputar ou competir.
No início do século dezessete, no período Barroco , os compositores perceberam a riqueza sonora dos instrumentos e quiseram explorar melhor essas capacidades sonoras.
Na Itália existia o que era chamado de Concerto Grosso. Era uma composição escrita sobre um rítmio de dança e tinha cerca de quatro, cinco, seis partes e as vezes mais.
Dois grupos dentro de uma mesma orquestra se revezavam “disputando amigavelmente” ou dialogando através dos sons. Um grupo tocava e outro grupo respondia. Esse diálogo era o concerto grosso.

Um grupo menor composto dos melhores músicos eram chamados de “concertino” recebiam as partes mais difíceis e os demais formavam o grupo maior .
Naquela época os compositores precisavam da igreja ou da nobreza para que os apoiassem em seus empreendimentos.
Os melhores músicos eram tratados com muito respeito. Os demais dividiam o tempo entre a cozinha, jardim dos palácios e tinham que estar prontos a qualquer momento para ensaios ou concertos.
Os instrumentos que participavam dessa orquestra eram instrumentos de cordas (violino, viola, violoncelo e contrabaixo) e de madeira ( instrumentos de sopro como fagote, oboé, clarinete, corne inglês, flauta, flautim).

Arcanjo Corelli , italiano, violinista, compositor e professor foi o responsável por dar ao concerto grosso a sua forma clássica. Corelli atraiu a atenção de um grande patrono das artes, o Cardeal Ottoboni, de Roma. Nos últimos anos de sua vida, viveu no palácio do Cardeal Ottoboni e lá compôs muitos concerti grossi (usa-se concerti grossi quando se quer usar o plural de concerto grosso).
Nas noites de segunda feira, Corelli conduzia concertos para os nobres. Outros compositores compareciam para assistir como George Frederick Handel e Alessandro Scarlatti.
Houveram outros compositores que se destacaram compondo Concerti Grossi como Vivaldi, Johann Sebastian Bach, Handel.
Mais tarde o concerto grosso evoluiu em duas ramificações:

a) O concerto
b) A Sinfonia

Numa próxima matéria falarei sobre a sinfonia. Hoje vamos descobrir o Concerto.

Com o tempo surgiu a figura de um único solista virtuose tocando com toda uma orquestra. A parte mais importante era confiada ao solista.
O Concerto e a Sinfonia tal como as conhecemos, assumiram sua forma definitiva no século dezoito com Haydn e Mozart, no período clássico.

O Concerto passou a ter três partes ou “movimentos”.

Existe um momento de liberdade de interpretação ao solista, quando este toca sem acompanhamento. É a Cadenza ou Cadência. O solista pode usar este momento para demonstrar todo seu virtuosismo, técnica perfeita, interpretação.

Alguns no entanto extrapolaram os limites do bom senso exagerando no tempo de exibição e por mais de uma vez fizeram os compositores ficarem nervosos gritando:

“Basta! Basta! Pare!”

Então, os compositores começaram a escrever sugestões de cadências para que isto não ocorresse mais. Muitos solistas preferiram compor suas próprias cadências mas passaram a escreve – las para terem uma duração definida e desta forma eles transmitiram suas sugestões a outras gerações de músicos. Hoje em dia um solista também pode compor sua própria cadência se assim o desejar.

Quando aplaudir

É sempre recomendado a audiência aplaudir apenas na conclusão do terceiro movimento para não desconcentrar os músicos que usam o silêncio entre os movimentos para se prepararem para os vindouros. Muitas pessoas ficam confusas na hora de saber quando aplaudir quando assistem a apresentações musicais. Toda apresentação tem um número de peças musicais a serem tocadas naquela ocasião e elas estão escritas num papel que se chama ” programa”.
O programa é distribuído para a platéia que deve ler para entender o que será tocado e saber a hora de aplaudir.
Quando se trata de um concerto para algum instrumento e orquestra, aparece o nome do concerto e quais são os movimentos (partes) do concerto. Geralmente são três movimentos. É possível reconhecer a Cadência no momento em que o solista toque sem acompanhamento. A Cadência fará parte de um dos movimentos, as vezes de mais de um. Existirá um silêncio total entre os movimentos da peça onde ninguém tocará, o maestro não regerá. Só no final do terceiro e último movimento será o momento para os aplausos.
Vou deixar alguns vídeos como sugestões para ilustrar o tema de hoje. Boa audição!

Catarina

Ouça um exemplo de Concerto Grosso:
Händel – 12 Concerti Grossi, Op.6 | The Academy of Ancient Music Concerto Grosso

Ouça um exemplo de Concerto :
Itzhak Perlman: Brahms – Violin Concerto in D major, Op. 77 Concerto para violino e orquestra

Bibliografia: História da Música Européia. Autor : Jacques Stehman
Enciclopédia de Bolso Bertrand

A Orquestra Sinfônica
Autora: Dorothy B.Commins
Enciclopédia Juvenil.

Imagens Pixabay.com

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Música e Relaxamento Físico e Emocional

Para tocar um instrumento saudavelmente, antes precisamos relaxar os músculos.

Não é necessário sentirmos dor ao tocarmos um instrumento. Se isso ocorrer pode significar um aviso do seu corpo pedindo pausas entre os períodos de estudo, mas também pode ser indício de tensões musculares desnecessárias.
Existe a falsa crença da parte de alguns de que para o som sair vigoroso é necessário tocar apertando os dedos nas cordas com bastante pressão. Isso é mito e pode causar tendinite. No violino, quanto maior o relaxamento muscular melhor para o som, para a agilidade, para o vibrato e para a saúde do corpo. Mesmo em trechos vigorosos não é necessário tensão muscular. Há como saber ser enérgico sem tensão. Para aumentar o volume sonoro também não é necessário usar força .
Alongamentos antes dos períodos de estudo também evitam tendinites, e relaxam a musculatura.
Um outro aspecto da questão do relaxamento, é o relaxamento emocional.
A música tem o poder de melhorar nosso humor, abaixar o stress e proporcionar relaxamento emocional, subindo nossas frequências vibratórias para melhor. Sendo assim, consequentemente traz mais saúde , realização e satisfação em quem toca um instrumento.
Quem ouve também se beneficia do relaxamento emocional igualmente porque ao escutarmos algo de que gostamos, ficamos mais leves e felizes.
Músicas como as de Mozart por exemplo trazem uma grande paz e tranquilidade nos ambientes.
Bach é considerado como antidepressivo.
A musicoterapia usa terapeuticamente diversas músicas eruditas de diversos compositores para beneficiar o paciente em algum aspecto.
Saiu no jornal O Semanário, Rafard-SP uma reportagem de Arnaldo Divo Rodrigues de Camargo que é bacharel em direito com especialização em dependência química pela USP-SP/GREA muito interessante sobre o benefício da música p o coração e para as plantas. Vou citar alguns trechos desta reportagem para vocês:
“As pesquisas científicas indicam que ouvir música, assistir shows e apresentações musicais em teatro fazem muito bem a saúde das pessoas, ajuda no equilíbrio emocional e faz bem aos animais e também para as plantas.”
A reportagem ainda diz que foi feito um estudo apresentado no Congresso anual da Sociedade Européia de Cardiologia em Amsterdã em 2013 que demonstrou que ouvir música faz bem ao coração ajudando pacientes do coração a se recuperarem.
Também lembra que quando ouvimos músicas das quais gostamos produz-se endorfina, melhorando a circulação, produzindo dopamina que nos dá alegria e motivação.
A reportagem ainda lembrou o pesquisador Masau Emoto com suas experiências com a água, submetendo-a a pensamentos diferentes….”concluiu que palavras , música ou pensamentos fazem com que as moléculas da água se comportem de maneiras diferentes, se organizando, criando maravilhosos cristais ou se desorganizando quando em sintonia com músicas estridentes como a exposta ao som de um havy metal, o mesmo ocorrendo diante do som ” de uma ameaça de morte”.
Ainda abordou que a música clássica faz plantas e animais se desenvolverem melhor.
Quem quiser se aprofundar na pesquisa do pesquisador Masaru Emoto, dei um enfoque na parte das moléculas de água se organizando sob influências musicais eruditas na matéria “Dr.Massaru Emoto e a Música transformando a água” aqui neste blog.
Para quem ama violino pode procurar assistir vídeos de David Oistrakh pois ele é um grande exemplo de violinista que tocava sem tensão muscular. Observem a soltura do pescoço principalmente. Quando a musculatura relaxa , o som ” relaxa” também tornando ainda mais bela a sonoridade musical.

Professora Catarina

Imagem: pixabay.com

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Estudo e Performance Musical

Em qualquer matéria, não só em música, é preciso critério na hora de estudar.

Em se tratando de música, não resolve repetir a música ou o exercício inteiros sem parar. É preciso reconhecer os trechos difíceis e os tratar de uma maneira especial, tendo a paciência de repetir cada passo até que fique seguro e só então passar a outro passo.

Você sabe estudar?

Leva em consideração todo o passo a passo orientado pelo professor?
Ou acha desnecessário e fica apenas tocando para as paredes?
Essa reflexão pode mudar muito os resultados para um nível muito superior.
Alguns alunos gostam das orientações sobre performance, onde aprendem que aconteça o que acontecer durante uma apresentação, a música não pode parar e querem estudar dessa maneira sempre.
É preciso ter bom senso e honestidade consigo mesmo e separar as orientações na hora de estudar.
Por exemplo:
Numa apresentação , se você cometer algum engano, a orientação é para seguir em frente sem se desestruturar com o ocorrido. Isso cai mto bem como performance mas não deve virar um hábito na hora de estudar pois isso seria desonesto e sabotador consigo mesmo, visto que é necessário parar e corrigir cada engano incansavelmente até o superar e corrigir na hora de estudar.

Isso é o que o fará progredir e subir a níveis superiores de técnica e sonoridade.

Leve em conta que o violino é um instrumento onde somos nós que construímos a afinação, logo é imprescindível dedicar sempre a primeira etapa de um trecho novo a construção de uma boa afinação e só então somar outros requisitos ensinados pelo professor.
Somente após ter estudado cuidadosamente e criteriosamente os trechos segundo a orientação recebida é que se deve tirar um tempo para fazer a performance no período de estudo, desta vez sim como numa apresentação, sem parar e guardando na memória onde não sair muito perfeito para que se possa corrigir nos próximos períodos de estudo.

Imagens: pixabay.com

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Os Melhores Violinistas do Século XX – Parte 6 – Nathan Milstein

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Foto salva de ebay.com e encontrada no Pinterest

Nathan Milstein nasceu em 11 de dezembro 1902 em Odessa no Império Russo, onde hoje é a Ucrânia. Milstain é muito conhecido pelas suas interpretações de Bach, Paganini, Tchaikovsky, Mendelssohn e Beethoven. Foi o quarto de sete filhos numa família judia de classe média sem antecedentes musicais.

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Foto salva de Schubertiade Music and Arts e encontrada no Pinterest.

Iniciou seus estudos com 7 anos com Pyotr Stolyarsky , aliás este era maestro do grande virtuose de violino David Oistrakh.
Com 11 anos foi estudar com Leopold Auer, no Consrvatório de São Petesburgo. Leopold Auer era um famoso e conceituado professor da época.
Também estudou com Eugene Ysaye na Bélgica.
Formou um duo com Vladimir Horowitz , exímio pianista e juntos tocaram em concertos por toda a União Soviética e Europa (1995) e consolidaram uma grande amizade.
Estreou em 1929 como solista nos EUA com Leopold Stokowski e a Orquestra da Filadélfia. Mais tarde se tornou um cidadão dos EUA, e se estabeleceu em Nova York.
Nathan escreveu muitas das próprias cadências de violino. Também compôs variações sobre temas de Paganini e nomeou sua obra de “Paganiniana.”

Foto da esquerda salva por Phil Hilson (Nathan Milstein solando violino e o regente Karajan) e foto da direita salva de troychromatics.org e ambas encontradas no Pinterest.

Em 1948 se tornou o primeiro a gravar discos de vinil de 12 e 33 polegadas.
Ganhou o Prêmio Grammy Award por suas gravaçõs das Sonatas e Partitas de Bach em 1975.
Aos 82 anos e com altíssima técnica Milstein tocou em um recital em Estolcomo no ano de 1986 sem saber que seria o último pois logo depois caiu e fraturou gravemente sua mão esquerda, o que lhe ocasionou o fim de sua carreira.
O violino de Milstein era um Stradvarius “Goldman” 1716 mas ele o chamava de ” Maria Teresa” em homenagem a sua filha.

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Foto salva de britannica.com e encontrada no Pinterest.

Escreveu um livro em 1980 com suas memórias, onde relata sua biografia, suas experiências no meio musical, sobre maestros e compositores com quem teve contato e também de seus amigos músicos e suas experiências musicais ao longo da vida.
Faleceu em 21 de dezembro de 1992 em Londres com ataque do coração.

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Foto Visual Hunt
Vamos escutar Nathan Milstein? Clique nos links abaixo e ouça seu belo som.

Boa audição.

Nathan Milstein – Paganiniana

Sonata de beethoven op.47 e “Kreutzer Sonata”

Chaconne Bach – Nathan Milstein

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Concerto de Natal e Animações sobre música erudita.

 

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Chegou o final do ano, época de Natal, de encontros familiares, de celebração pelo nascimento de Jesus e claro, música!!!

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Escolhemos para vocês este áudio do youtube com quase uma hora de música erudita de um Concerto Natalino interpretado em 2017 pela Orquestra Sinfônica de Londres  de muita qualidade para que possam apreciar ou mesmo colocar de música de fundo no natal de vocês. Totalmente instrumental.

Christmas classic – Orquestra Sinfônica de Londres

 

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Também separamos algumas animações que não são natalinas mas que são muito bem humoradas para que possam desfrutar nos bons momentos do final do ano.

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Imagem de cena de ópera

Uma obra de qualidade nunca sai de “moda”, mas a cultura de um povo vai se modificando. Antigamente a ópera era mais comum até para a parte menos abastada do povo e as pessoas iam assistir óperas com frequência,  costumavam se reunir para saraus musicais, também se encontravam para recitar poesias. Não existia a televisão, nem a Internet e as reuniões entre pessoas com a arte presente eram mais frequentes. Hoje em dia encontramos óperas ótimas nos teatros e sempre vale muito a pena assistí-las. A ópera reúne muitas artes juntas, musical orquestral, cênica, vocal de altíssima qualidade, visual (decoração de palco, figurino, iluminação) e por este motivo é riquíssima e encantadora.

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Imagem de final de ópera

Por outro lado, com o surgimento do computador e da Internet surgiram outras formas de expressão artística como as animações por exemplo.

Essas que lhes apresentaremos tem como tema a música erudita e são muito bem feitas pois sincronizam as imagens das animações com as melodias musicais com muita criatividade.

Clique para apreciar:

La Linea Plays Mozart

Sinfonia (primeira Versão)

“Bequadro”

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Agradecemos as visitas de vocês em 2018 e desejamos-lhes um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo  e que estejamos juntos novamente em 2019!

Carolina e Catarina

Fotos: Pixabay

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Talento Nato x Talento Construído

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Um de nossos professores do Conservatório de Tatuí, sempre nos ensinou que existem dois tipos de talento sendo um o talento nato e o outro o talento construído.
Nós podemos verificar isso como uma verdade observando a nós, aos colegas de profissão e aos nossos alunos ao longo desses onze anos lecionando violino.

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Entender o que é o Talento construído derruba a falsa crença de que para tocar um instrumento musical, o estudante tem que ser prodígio e saber tocar maravilhosamente bem com muita mas muita facilidade. Sem retirar o mérito que os prodígios tem, e eles realmente tem muito talento, visto ser assombroso assistir uma criança de quatro anos tocando peças musicais que geralmente se aprende com doze anos de estudo ou mais e ainda por cima com a maturidade incrível de um adulto. Sim, esses casos existem sim e cada um tem a sua teoria para tentar explicar tais fenômenos mas não vamos entrar aqui neste mérito. O fato é que a grande maioria não é prodígio mas pode sim tocar muito bem. E aqui cai no que dissemos no nosso último artigo: não devemos nos comparar com os outros, a nossa luta é o auto-refinamento musical, somos nós conosco mesmos. Então como funciona o talento constrúído?

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No caso do talento construído o estudante sabe ter a paciência necessária e o amor a música suficiente para passar anos e anos se desenvolvendo, mas principalmente gastando o seu tempo de estudo estudando de maneira certa e não ” tocando para as paredes” sem parar como se sempre fosse a hora do concerto.
Saber pesquisar a afinação perfeita, levar em conta a soltura muscular, a postura, saber ouvir a as orientações de seus professores quanto a maneira de estudar cada trecho do exercício ou música e saber aplicar as ferramentas dadas pelos professores para desenvolver cada área do estudo, são coisas que fazem uma imensa diferença no resultado final. Os alunos que realmente ouvem as orientações e as praticam são os que melhor se desenvolvem e com maior qualidade. Ter calma para trabalhar desde a construção de uma peça ou estudo, cada detalhe técnico, cada detalhe artístico, interpretando com muito capricho e curtindo o caminho, afinal só quem ama muito a música e já a tem no coração consegue estudar tanto cada peça e por tantos anos mas curtindo tudo porque ama melhorar e refinar o próprio som. Os alunos que não ouvem as orientações dos professores e não as praticam, não colhem os melhores resultados em questão de qualidade.

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É como um cientista no laboratório de pesquisas só que as pesquisas são de som e não científicas. A grande maioria de músicos construíram seu próprio talento com muita dedicação, uns com mais facilidade em uma área, outros com mais facilidade em outras mas todos lutando para transformar suas dificuldades em qualidades e se rejubilando com cada conquista. A satifação de evoluir é uma recompensa que ninguém pode presentear a ninguém. Só nós nos damos este presente de realização interior.

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E vamos todos avante com muito amor pela música afinal, o que se concebe na mente e se sente no coração já é a metade do caminho para sua realização.
Desejamos a todos os estudantes muitas realizações.

Fotos:Pixabay

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Orquestra Landfill (Recycled) e Retire Bloqueios Mentais.

 

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Foto: Orquestra Landfill Harmonic  encontrada no Pinterest (salvo de vancouversun.com)

Quando um novo estudante começa a estudar música geralmente coloca tanto impecílio mental, tem tantas falsas crenças que fica inseguro e se comparando com todos os outros músicos.
Pensamentos como “eu não dou para a coisa” ou “estou muito velho para aprender” ou ainda “não tenho bom ouvido” são bloqueios mentais que os adultos tem na cabeça e que atrapalham muito sua paz interior para aprender.

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Foto on Visual Hunt

Veja a criança. Ela não tem esses bloqueios mentais, ela não se cobra acertar sempre, ela se aceita como consegue ser e essa característica faz com que tudo flua muito melhor. Quando o adulto tira esses medos da cabeça e se permite aprender algo novo sem se cobrar tanto, começa a deixar o estudo prazeroso e fluente também.
Comparações só devem ser feitas consigo mesmo anteriormente.
Todos têm dificuldades, muitas vezes em lugares diferentes mas estamos todos no mesmo barco.
A maioria dos alunos nos relatam que no início dos estudos fechavam portas e janelas para que ninguém os ouvissem tocando, mas depois eles aprendem que eles são os primeiros a terem que se aceitar. Como iriam relaxar se nem eles próprios se aceitavam?
E assim a arte vai trazendo a tona uma série de particularidades  humanas a serem transformadas.

Crédito da foto da esquerda : Wi2_Photography on visualhunt.com/CC BY-NC, foto da direita, o virtuose Yehudi Menuhim (foto salva de briony.org e encontrada no Pinterest).

Concordamos com o célebre virtuose do violino Yehudi Menuhim que afirmou que : “Não somos nós que aperfeiçoamos a música mas a música que nos aperfeiçoa”.
É saudável se inspirar em alguém profissional para ter o desejo de também tocar bem. Escutar boas referências ajuda e muito. Mas quando o estudante ouve outro estudante geralmente ele se compara e se julga.
Para ilustrar e ser mais clara vamos a um exemplo que ocorreu:
Um aluno estava se julgando “inapropriado para o violino” porque se comparou com um estudante que estava muito mais adiantado que ele, sendo que ambos tinham começado os estudos de violino na mesma época. Não percebeu porém o contexto inteiro. Não era ele que era incapaz ou inapropriado, o que ocorria é que o outro estudante se dedicava muitas horas por dia ao passo que ele não, logo, ele tinha a mesma capacidade bastava estudar mais.
Então é preciso muito cuidado com auto julgamentos e falsas crenças.

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Foto acima on Visual Hunt

Cada conquista no violino deve ser motivo de alegria afinal é com muito empenho que se avança para um nível melhor. E assim o estudo fica mais leve, afinal não precisamos ser melhores que ninguém senão de nós mesmos fazendo nosso melhor nas condições que temos.
Vejamos o exemplo da Orquestra Landfill Harmonic do Paraguai. Esta é uma orquestra de instrumentos feitos de recicle de lixo. Esses estudantes tem tanta garra que fazem o melhor que podem com aquilo que têm.

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Crédito da foto acima: Gi Jadán on Visual Hunt/CC BY

 Se eles fossem se comparar porque o violino deles é de recicle de lixo e tantos outros tem um violino de madeira, ou se parassem para chorar a própria situação mas não, eles focaram no que era possível fazer porque eles só queriam aprender e se aperfeiçoar sendo melhores que eles mesmos a cada dia.

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Foto acima  da Orquestra Landfill salvo de Urban Gardens e encontrada no Pinterest

Bravos Luthiers que conseguiram transformar o lixo em instrumentos musicais e dar uma oportunidade a essas pessoas.
Bravos estudantes que tem a cabeça sempre a frente porque eles sabem que o mais difícil eles já estão fazendo que é aprender a tocar. Em outro momento da vida deles, poderão trocar de instrumento mas eles já terão construído anos de estudo. Já pensou se eles fossem esperar ter um violino bom para estudar? Quando finalmente conseguissem estariam começando a primeira lição.
Todo o nosso respeito a esta orquestra e quem puder ajudar a eles, a causa vale muito a pena. Uma garra como a da Fênix nascida das cinzas.

Conheça a Orquestra Landfill Harmonic clicando nos links abaixo:

Documentário landfill Orquestra-Paraguai 

Orchestra Landfill “Recycled”

Concerto Orchestra Landfill Harmonic

 

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A Arte de Interpretar e a Vivência Emocional

 

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Certa vez, uma professora de música de câmara que também atuava como solista nos relatou algo com uma expressão de agradável surpresa. Ela nos contou que foi fazer um curso de aperfeiçoamento de seu instrumento em Portugal com uma renomada solista de piano que estava dando um curso de férias para músicos de alta performance. A princípio ela pensou que nem fosse ser possível conhecer Portugal visto que imaginou que tocaria piano sem parar de manhã até de noite no entanto o curso trabalhou algo muito superior a técnica do instrumento.

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Sua professora e dos demais alunos lhes informou que no período da manhã todos iriam plantar em sua fazenda e ter uma convivência social e a tarde sim teriam as aulas, os masterclasses de piano onde teriam oportunidade de tocar e aprender com ela muito sobre o instrumento.

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O curso todo teve a parte da manhã dedicado ao contato com a natureza desce muito cedo, ao plantio e ao convívio fraternal entre os alunos e a professora. Durante as tardes esta professora do curso lhes ensinava a colocar toda emoção em suas músicas. Com certeza foi uma mudança de paradigma para nossa professora de música de câmara porque segundo ela, nunca tocou tão bem sem ter tido que estudar de maneira tensa por saber que tocaria num masterclass na frente de outros pianistas e nem ter tido que estudar em tempo integral. (Lembrando aqui que a parte técnica da música já havia sido construída em toda sua estrutura e estavam num nível acima disso trabalhando expressividade para interpretar.)

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Nós aprendemos com ela algo que nós também sentimos ao longo de anos praticando que é a importância de viver a vida plenamente e como essa vivência fica arquivada em nossa bagagem emocional disponível a ser usada assim que a peça musical solicitar.

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Os compositores escrevem obras diferentes e cada uma desperta no intérprete certas emoções que devem ser transmitidas de maneira musical. Sentimentos de fúria, braveza, sublimidade, oração, alegria, nostalgia são alguns exemplos de sentimentos que sentimos vontade de expressar na música dependendo da composição.

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A vivência é muito importante afinal não somos robôs tocando mas seres emocionais.
Vou dar um exemplo mais claro: Se você vai tocar uma peça de Beethoven que traz em suas composições aqueles traços de energia, braveza , paixão, você sentirá que a composição pede esses sentimentos de você. E isso acontece de maneira natural sem precisar relacionar em qual momento de sua vida você se sentiu bravo (a) para conseguir expressar esta energia. Não, apenas acontece porque tudo esta registrado na vivência emocional de cada um.

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Após muito treino, com diversas repetições, diversos trechos trabalhados de uma maneira especial, quando a técnica já está superada naquela música, eis que surge enfim a alma que canta e a arte de interpretar, a parte mais gostosa de tocarmos um instrumento.

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Créditos da foto acima:limaoscarjuliet on visualhunt.com/ CC By

É quando nossa alma canta e se expressa na música transmitindo para além das notas musicais todo sentimento que o compositor sabe convidar a vir para a superfície.

 

Fotos : VisualHunt
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