A Arte de Interpretar e a Vivência Emocional

 

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Certa vez, uma professora de música de câmara que também atuava como solista nos relatou algo com uma expressão de agradável surpresa. Ela nos contou que foi fazer um curso de aperfeiçoamento de seu instrumento em Portugal com uma renomada solista de piano que estava dando um curso de férias para músicos de alta performance. A princípio ela pensou que nem fosse ser possível conhecer Portugal visto que imaginou que tocaria piano sem parar de manhã até de noite no entanto o curso trabalhou algo muito superior a técnica do instrumento.

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Sua professora e dos demais alunos lhes informou que no período da manhã todos iriam plantar em sua fazenda e ter uma convivência social e a tarde sim teriam as aulas, os masterclasses de piano onde teriam oportunidade de tocar e aprender com ela muito sobre o instrumento.

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O curso todo teve a parte da manhã dedicado ao contato com a natureza desce muito cedo, ao plantio e ao convívio fraternal entre os alunos e a professora. Durante as tardes esta professora do curso lhes ensinava a colocar toda emoção em suas músicas. Com certeza foi uma mudança de paradigma para nossa professora de música de câmara porque segundo ela, nunca tocou tão bem sem ter tido que estudar de maneira tensa por saber que tocaria num masterclass na frente de outros pianistas e nem ter tido que estudar em tempo integral. (Lembrando aqui que a parte técnica da música já havia sido construída em toda sua estrutura e estavam num nível acima disso trabalhando expressividade para interpretar.)

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Nós aprendemos com ela algo que nós também sentimos ao longo de anos praticando que é a importância de viver a vida plenamente e como essa vivência fica arquivada em nossa bagagem emocional disponível a ser usada assim que a peça musical solicitar.

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Os compositores escrevem obras diferentes e cada uma desperta no intérprete certas emoções que devem ser transmitidas de maneira musical. Sentimentos de fúria, braveza, sublimidade, oração, alegria, nostalgia são alguns exemplos de sentimentos que sentimos vontade de expressar na música dependendo da composição.

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A vivência é muito importante afinal não somos robôs tocando mas seres emocionais.
Vou dar um exemplo mais claro: Se você vai tocar uma peça de Beethoven que traz em suas composições aqueles traços de energia, braveza , paixão, você sentirá que a composição pede esses sentimentos de você. E isso acontece de maneira natural sem precisar relacionar em qual momento de sua vida você se sentiu bravo (a) para conseguir expressar esta energia. Não, apenas acontece porque tudo esta registrado na vivência emocional de cada um.

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Após muito treino, com diversas repetições, diversos trechos trabalhados de uma maneira especial, quando a técnica já está superada naquela música, eis que surge enfim a alma que canta e a arte de interpretar, a parte mais gostosa de tocarmos um instrumento.

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Créditos da foto acima:limaoscarjuliet on visualhunt.com/ CC By

É quando nossa alma canta e se expressa na música transmitindo para além das notas musicais todo sentimento que o compositor sabe convidar a vir para a superfície.

 

Fotos : VisualHunt
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Uma Analogia: Expressividade Musical e Poesia

 

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Imagine um poeta com sua alma sensível querendo expressar o que lhe vai na alma mas sem saber escrever ou ler. É possível que ele registre sua arte desta maneira?
Ele só consegue registrar no papel sua sensibilidade e visão de mundo se primeiro ele tiver domínio da língua, da escrita, da leitura obviamente.

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A foto acima foi encontrada no Pixabay.

Esse domínio é apenas a parte técnica da coisa e serve apenas de instrumento para que ele brinque com as palavras elegantemente expressando seus sentimentos não é mesmo?
Esses sentimentos são a essência da sua arte. Ou seja, a arte usa a técnica como um instrumento para expressar a sensibilidade artística.

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A foto acima foi encontrada no Pixabay.

Da mesma maneira, quando  uma pessoa aprende a tocar um instrumento, percebe logo que primeiro ela tem que entender a técnica de como manipular aquele instrumento antes que consiga dar vazão a sua sensibilidade artística que está lá desejando se manifestar mas que ainda não sabe como se manifestar pela ponta dos dedos .

e5cc9f1413bc2f91add81436d9b62c24A foto acima foi encontrada no Pinterest.

E este aluno quando começa a dominar a técnica que lhe serve de suporte, começa a sentir a satisfação de conseguir expressar o que lhe vai na alma em sua música porque nada mais bloqueia esse fluxo que agora ele consegue transmitir por entre os dedos.

d9d580e73a02578b201c33d5ace378f8A foto acima foi encontrada no Pinterest.

Pensemos também na diferença que existe ao ouvinte em ouvir alguém lendo uma poesia ou alguém declamando uma poesia.
Quando a poesia é declamada, tem ali toda a alma da pessoa sentindo cada parte dela. É muito diferente da leitura fria de um texto.

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A foto acima foi encontrada no Pixabay.

Da mesma forma o músico deve aprender e ter por objetivo “declamar” as melodias de uma frase musical ao invés de tocá- las friamente sem expressar ali sentimentos.

É possível desenvolver essa expressividade artística em tudo que se estuda, ainda que seja um material técnico, porém só sobra espaço para a expressividade artística quando  o material a ser estudado  se encontra suficientemente “digerido”.

Ninguém estuda música apenas para tocar “certo”. Todos buscam manifestar sentimentos, a beleza que suas almas sentem.

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A foto acima foi encontrada no Pixabay.

Os poetas da mesma forma, ao escrever a poesia querem transmitir uma mensagem , transmitindo muito de sua sensibilidade de alma.

E para quem aprecia toda expressão de arte , eleva junto suas vibrações, aceitando o convite do artista a passear em outras vibrações de belezas infinitas e se beneficia dessa elevação. É bom tanto para o artista quanto para os apreciadores da arte.

Muita paz a todos, Catarina.

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Os melhores violinistas do séculoXX – Parte 5 – Yehudi Menuhim

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Pesquisando sobre este notável violinista, destacamos aqui algumas de suas citações próprias para que de início de conversa, os leitores possam se aperceber que se trata não só de um dos melhores violinistas do século XX mas também de um homem com valores morais, humilde.

Minha infância foi notavelmente livre dos efeitos de formadores da competição. Os padrões com os quais eu medi minhas conquistas foram os mais altos, e a tentativa foi feita com admiração reverente, não em um desejo de ser reconhecido como superior.”

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O violino, através da serena clareza de seu canto, ajuda a manter-me na tempestade, como uma luz na noite, uma bússola na tempestade, nos mostra um caminho para um refúgio de sinceridade e respeito.”

Yehudi Menuhim

Yehudi Menuhim considerava a música como uma oração audível e melodiosa. Considerava a música como algo muito natural e indispensável.
Ele era contra o pensamento de que você não pode fazer música a menos que seja perfeitamente. Menuhim acreditava que é a música que aperfeiçoa o artista e não o contrário.
Menuhim via a música como um suporte para a vida.

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Yehudi Menuhim nasceu em Nova Iorque, EUA em 22 de abril de 1916. Ele se naturalizou suíço em 1970 e britânico em 1985.
Menuhim iniciou seus estudos de violino em 1921 com o professor Sigmund Anker.Quando tinha 7 anos tocou pela primeira vez em público. Nesta época, seu professor era Louis Persinger e este lhe acompanhou neste concerto. Dois anos depois Menuhim se apresentou pela primeira vez oficialmente com a Orquestra de São Francisco. No ano seguinte passou a estudar com George Enescu e neste mesmo ano se apresentou pela primeira vez no Carnegie Hall , Nova Iorque.

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Em 1935 fez apresentações na Austrália, Nova Zelândia, África e países europeus.
Uma atitude muito humana dele foi que durante a segunda guerra mundial tocou para as tropas e soldados aliados. No último ano desta guerra, em 1945, Menuhim tocou para os sobreviventes dos Campos de concentração e também na Assembleia inaugural das Nações Unidas, em São Francisco.
Seu lado humano incentivava jovens a tocar em hospitais e prisões pois acreditava no poder da música para fazer as pazes.

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Foto salva de szatrawsku.blogspot.com e encontrada no Pinterest. Nesta foto Yehudi Menuhim como solista de violino em concerto erudito acompanhado por orquestra.

Durante o ano de 1951, seus concertos foram feitos também no Japão e em 1955 Menuhim mudou-se para a Europa.
Yehudi Menuhim passou a se envolver mais com festivais, orquestras e organizações a partir dos anos 60.
De 1959 a 1968 foi diretor artístico do Festival Bath, fundando a Bath Festival Orquestra. Fundou também a Yehudi Menuhim School em Londres, mas posteriormente esta escola foi transferida para Surrey.
No ano de 1969, Menuhim assumiu a direção artística do Festival de Windsor em parceria com Ian Hunter.
Menuhim também atuava como maestro. Em 1975 regeu pela primeira vez a Royal Philarmonic Orquestra.
Entre as décadas de 60 e 70 fez algumas de suas mais famosas parcerias com músicos de outros gêneros musicais como o indiano Ravi Shankar e o violinista francês de jazz Stéphane Grappelli. Na play list do final desta postagem, vocês encontrarão os links para ouvir Yehudi Menuhim tocando também em outros gêneros musicais como com este músico indiano e com o músico de jazz.

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Na foto acima Yehudi Menuhim (a esquerda) com o violinista de jazz Sthéphane Grappelli (a direita). Ambos formaram um duo de violino no jazz muito famoso. Foto salva de last.fm e encontrada no Pinterest.

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Yehudi Menuhim (a esquerda) com o músico indiano Ravi Shankar. Ambos formaram um grupo famoso de música de câmera no estilo indiano. Foto do fotógrafo David Farrel e encontrada em Getty imagens.

Menuhim foi o primeiro violinista ocidental a se tornar professor honorário do Conservatório de Pequim, China no ano de 1979.

Em 1980 se apresentou em evento esportivo, nas Olimpíadas de Inverno em Laje Plácido, EUA.
Em 1987, a rainha da Inglaterra fez dele um membro da Ordem ao Mérito do Reino Unido e em 1993 tornou-se Barão, recebendo assento na Casa dos Lordes.
Aos 80 anos, em 1996 regeu mais de 110 concertos. Neste ano se apresentou pela última vez como solista de violino no 40 festival de Gstaad.

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A foto acima foi salva de scontent.adninstagram.com e encontrada no Pinterest

Menuhim conduziu o Concerto para a paz em Sarajevo com o apoio da UNESCO.
Em 12 de março de 1999 Menuhim morreu em Berlim, de bronquite. Ele estava nesta cidade para se apresentar com a Orquestra Sinfônica de Varsóvia.
Yehudi Menuhim também escreveu os livros: Autobiografia da viagem inacabada; O Violino; Violino: Seis lições com Yehudi Menuhim; Guias de música Menuhim.

Menuhim ganhou inúmeros prêmios no decorrer de sua vida. Fez gravações de 1928 até a sua morte. Tinha um contrato com a EMI, que hoje é administrada pela Warner Classics e este contrato foi o mais longo da história da música fonográfica.
Ninguém superou suas gravações de concertos para violino de Elgar e dos concertos de Beethoven e Brahms sob a batuta de Furtwangler.Vamos deixar essas gravações na play list do final desta postagem para vocês apreciarem essas melodias.

Se quiserem, vale a pena conferir o Site Oficial Yehudi Menuhim cujo arquivo foi adquirido em 2004 pela Royal Academia Oficial  de Música em Londres e que serviu de inspiração para esta matéria, juntamente com a Wikipédia.

photo_20181002_121108Foto salva de bryony.org e encontrada no Pinterest.

Fiquemos com esta imagem alegre radiante de Yehudi Menuhim e ouçamos a Play List :

Em primeiro lugar vamos colocar as obras eruditas.

Concerto de Beethoven – Yehudi Menuhim

Concerto de Brahms – Yehudi Menuhim

Concerto de Elgar – Yehudi Menuhim

Vejam neste próximo link Yehudi Menuhim atuando ao mesmo tempo como solista e maestro Concerto 3 de Mozart para violino – Yehudi Menuhim

E agora vamos deixar os links de Yehudi Menuhim tocando em outros gêneros musicais:

Trio indiano – Yehudi Menuhim

Duo Indiano – Yehudi Menuhim e Ravi Shankar

Duo de violinos -jazz- Yehudi Menuhim e Stéphane Grappelli

Jalousie – Jazz – Yehudi Menuhim e Stéphane Grappelli.

Cada músico deixa um pouco de sua vibração em sua maneira de tocar. Apreciemos este belíssimo artista.

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Os melhores violinistas do século XX – Parte 4 – David Oistrakh

 

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Foto salva de clubeupload.com e encontrada no Pinterest.

David Oistrakh nasceu em Amsterdã em 30 de setembro de 1908 numa família judáica.Sua mãe era cantora de ópera e a música era uma coisa muito natural e familiar para ele.
Com 3 anos ganhou seu primeiro violino e em sua inocência gostava de ir para a rua com ele, com seu “brinquedo” e sonhava ser violinista de rua. Mas foi com 5 anos que ganhou outro violino, agora com um tom mais sério. Então iniciou seus estudos de violino e viola com o professor Piotr Solomanovich Stoliarsky, professor que tinha ótimos alunos que se tornaram excelentes violinistas.
Um de seus colegas de curso, com o mesmo professor foi Nathan Milstein, inclusive tocaram nas mesmas audições. Piotr foi o único professor de  David Oistrakh.

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A foto acima foi salva de videoconferência.com e encontrada no Pinterest.

O primeiro concerto público relevante foi em 1927 interpretando o concerto para violino de Glazunov em Kiev e neste concerto, o próprio compositor atuou como maestro.
Em 1928 Oistrakh mudou-se para Moscou.
David Oistrakh ganhou inúmeros prêmios: Prêmio Stalin, Ordem de Lenin, Artista do Povo da União Soviética, Ordem da Insígnia da Honra, Prêmio Lenin, Ordem do Leão da Finlândia, Grammy Award, além de medalhas de honra ao mérito.
Em 1935, aos 16 anos ganhou em segundo lugar o concurso Wieniawski e ficou internacionalmente conhecido.

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A foto acima foi salva de deutschgrammophon.com e encontrada no Pinterest.

Em 1937 venceu o concurso Ysaye em Bruxelas.
Em 1938 foi nomeado professor do Conservatório de Moscou.
A guerra adiou sua carreira ascendente mas estreitou também algumas amizades com os compositores Khachaturian e Shostakovich e cada um deles ofertou uma obra de sua autoria a Oistrakh.
David Oistrakh tocou em pelo menos sete violinos Stradivarius da União Soviética e ele amava um arco de André Richaume.

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A foto acima foi salva de o.clubeupload.com e encontrada no Pinterest. David limpando o violino.

Como vemos, David Oistrakh atuou como violinista, pedagogo e maestro. É considerado um dos mais proeminentes violinistas do século XX e tinha uma técnica incrível e mantinha uma fidelidade estilística ao interpretar diversas obras, de diversos períodos da história musical.
David faleceu de ataque cardíaco após atuar como maestro, regendo sinfonias de Brahms em Amsterdã em 24 de outubro de 1974.

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A direita Igor Oistrakh (filho) e a esquerda David Oistrakh (pai). Foto salva de bach-cantatas.com e encontrada no Pinterest.

Oistrakh faleceu mas deixou um filho violinista: Igor Oistrakh, inclusive pai e filho tocaram juntos em concertos, gravações e vamos deixar abaixo uma play list  com diversas músicas maravilhosas de David Oistrakh tocando mas vamos começar pelo concerto onde David (pai) e Igor Oistrakh (filho) tocam juntos o concerto para dois violinos de Bach lindamente.

Clique aqui na parte colorida para assistir:

Concerto para dois violinos de Bach com David e Igor Oistrakh (pai e filho). 

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A direita Igor Oistrakh (filho) e a esquerda David Oistrakh (pai). Foto salva de eBay France e encontrada no Pinterest.

Outra coletânea musical onde David e Igor Oistrakh tocam juntos:

Coletânea de músicas por David e Igor Oistrakh

Agora Concertos, Sonatas belíssimas (as nossas prediletas) tocadas por David Oistrakh com todo o seu virtuosismo:

Fantasia Escocesa de Max Bruch tocada por David Oistrakh

Concerto de Beethoven para violino tocada por David Oistrakh

Concerto de Brahms para violino com David Oistrakh

Concerto de Glazunov para violino com David Oistrakh

Sonata 5 Beethoven para violino e piano com David Oistrakh

Sonata 9 Beethoven para violino e piano com David Oistrakh

E por último separamos os presentes dos amigos compositores de David Oistrakh que durante a guerra, dedicaram especialmente a ele essas obras de violino que colocaremos abaixo:

Khachaturian – Concerto dedicado a David Oistrakh durante a guerra

Shostakovich- Presente a David Oistrakh durante a guerra

Tenham todos uma ótima audição e até a proxima.

 

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Os melhores violinistas do século XX – Parte 3 – Arthur Grumiaux

 

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A foto acima foi salva  de Ring.cdanlp.com e encontrada no Pinterest

Arthur Grumiaux nasceu em 21 de março de 1921 em Villers-Perwin, Bélgica.
Com três anos manifestou o desejo de estudar música. Seu avô começou a lhe ensinar música aos quatro anos e assim foi até os seis anos, quando Grumiaux entrou no Conservatório de Charleroi ( sendo que a idade em que as crianças entravam normalmente neste Conservatório era com 11 anos). Lá estudou violino e piano e se formou aos 11 anos. Passou então a estudar no Royal Conservatório em Bruxelas na classe do professor Alfredo Dubois. Nesta fase, acumulou prêmios de violino e composição.

photo_20180726_654943A foto acima foi salva de Emil Den e encontrada no Pinterest

Com 15 anos estreou num concerto fora do Conservatório tocando com o seu professor Charles Dubois. Eles tocaram o concerto para dois violinos de Bach.

Arthur Grumiaux passou a estudar com o professor Enescu em Paris.
No ano de 1939, Grumiaux venceu o prêmio Vieutemps e interpretou Mendelssohn sob a regência de Marcel Auvelier em Bruxelas.
Conquistou também o prêmio belga Prix de Virtuosité.
Sua carreira foi interrompida pouco depois de sua estréia em Bruxelas em 1940 porque a Alemanha ocupou a Bélgica durante a guerra. Em 1945 Grumiaux recomeçou sua carreira, desta vez em Londres e ficou conhecido na Europa e EUA.

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A foto acima foi salva de weltempered.files.wordpress.com e encontrada no Pinterest

Em 1949 sucedeu seu ex professor Alfredo Dubois no Conservatório de Bruxelas, onde passou a lecionar violino também.
São muito notáveis suas gravações das Sonatas de Bach desacompanhadas, os conjuntos de Beethoven e as Sonatas de Mozart com a pianista Clara Haskil.
Arthur Grumiaux tinha uma ótima técnica e uma elegância refinada ao tocar.
Por seus serviços com a música, recebeu da Bélgica um baronato em 1973.

A foto da direita foi salva de classicalmjourney.blogspot.com e a foto da esquerda foi salva de Wikipédia e encontrada no Pinterest.

Vamos deixar abaixo uma play list com algumas interpretações de Arthur Grumiaux para que possam escutar e apreciar. Basta para isso clicar sobre a parte colorida do texto:

Sonatas de Mozart-Grumiaux e Clara Haskil

Sonatas e Partitas de Bach-Violino Solo por Grumiaux

Sonatas Beethoven completas-Violino e piano com A.Grumiaux e C.Haskil

Recital de Violino com Arthur Grumiaux

Primeiro movimento do concerto para violino de Viotti com Arthur Grumiaux

Segundo Movimento do Concerto para violino de Viotti com Arthur Grumiaux

Terceiro movimento do Concerto para violino de Viotti com Arthur Grumiax

Sonata n.2 de Brahms para violino e piano (La Maior opus100)

Concerto para violino de Max Bruch n.1 em sol menor opus26.

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Os melhores violinistas do século XX-Parte 2 – Isaac Stern

photo_20180710_127864A foto acima foi salva  de findagrave.com e encontrada no Pinterest.

Isaac Stern nasceu em 21 de julho de 1920 em Kremenetz, Ucrânia, numa família judaica. Sua mãe cantava e iniciou Stern no piano logo cedo, ela mesma lhe ensinava mas Stern ouviu o vizinho tocando violino e desejou estudar este instrumento.Quando ele tinha 14 meses, sua família se mudou para São Francisco.

Com 8 anos de idade  Stern se inscreveu no Conservatório de Música de São Francisco, onde estudou até os 11 anos. Depois foi ter aulas particulares com Louis Persinger mas retornou ao Conservatório na classe de Naoum Blinder onde estudou mais cinco anos. Stern o admirava por ensinar com um estilo que favorecia e valorizava a musicalidade instintiva sobre escalas, técnicas e exercícios.

photo_20180725_107123A foto acima foi salva por Gianfrancesco Tonoli. Foto de Erich Auerbach em Getty Imagens e encontrada no Pinterest.

Sua estréia para o público foi aos 16 anos tocando o concerto para violino em si menor de Saint-Saens acompanhado pela a Orquestra Sinfônica de São Francisco, sob a regência de Pierre Monteux.

As primeiras críticas o deixaram em estado de choque e o fizeram questionar se não seria melhor ser maestro, mas ele decidiu continuar tocando e as críticas futuras tornaram-se positivas.

No início descreveram Stern como um recém-chegado promissor que provavelmente seria ouvido novamente.

No The New York Times, Olin Downes elogiou a “extensão de sua técnica e seu espirituoso direto tocar”, mas reclamou que “seu arco pressiona demais e vibra muito pouco a corda” e que ele era frequentemente estridente nos registros superiores.

Sobre isto Isaac Stern disse: “Lembro-me de pegar um daqueles ônibus de dois andares de Nova York e andar por aí por cinco horas pensando em meu futuro. Devo aceitar um emprego seguro como mestre de concertos de uma orquestra? Eu tive uma oferta. Eu não sabia o que fazer. Finalmente eu disse a mim mesmo: ‘Droga, eu quero tocar!’ Então voltei para Nova York no ano seguinte e recebi ótimas resenhas, e talvez nem tenha tocado tão bem”.
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A foto acima é do Google.es

O empresário de Stern, Sol Hurok desde 1939, organizou concertos e turnês em diversos países para Stern e tinham um bom relacionamento duradouro que findou com a morte do empresário em 1974.

Em 1944 Stern estreou com a Orquestra Filarmônica de Nova York, lugar onde participou em mais de 100 concertos.

Em 1950 foi considerado um dos melhores violinistas  do circuito de solistas e também o primeiro violinista treinado nos EUA a obter grande respeito internacional.

Isaac Stern era muito devotado ao Carnegie Hall, lugar onde fez mais de 200 concertos. Em 1960 o Carnegie seria demolido para ceder lugar a uma torre de escritórios mas Isaac ajudou a liderar uma campanha entre músicos e público musical para salvar o salão, que foi muito bem sucedida. Então foi eleito o Presidente da Corporação Carnegie Hall, que administra o salão. Em 1997 a sala principal de concertos foi nomeada de Auditório Isaac Stern em homenagem a seus esforços para salvar o Carnegie Hall.

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A foto acima é da Wikipedia

No início dos anos 60, eram poucos os solistas que se dedicavam a música de câmara, mas Stern formou um trio com o pianista Eugene Istomini e o violoncelista Leonard Rose para se apresentarem e fazer gravações. Mais tarde formou outros grupos de música de câmera com outros músicos também.

Isaac era também consultor da agência de gestão ICM Artists, presidente da Fundação Cultural América-Israel, presidente do conselho musical do Jerusalém Music Center e encorajou e abriu portas para jovens talentos musicais como Yo-Yo Ma, Jian Wang, Itzhak Perlman, Pinchas Zukerman, Sr.Ma, Sr.Axe, Shlomo Mintz, Sergiu Luca, Joseph Swenson, Cho-Liang Lin e Yefim Bronfman.

A partir de 1946 também tocou em trilhas sonoras para cinema.

Em 1945 fez suas primeiras gravações para a Columbia e gravou exclusivamente a este selo por toda sua carreira. A Sony Classical celebrou seu quinquagésimo aniversário com a gravadora em 1995 lançando 44 cds “Isaac Stern: A Life in Music”.

Em sua autobiografia escrita junto com Chaim Potok “My First 79 Years”, Stern diz que Natham Milstain e Arthur Grumiaux foram os violinistas que mais influenciaram no seu estilo pessoal de tocar violino.

Em 1987 Stern recebeu o Grammy.

Isaac Stern morreu em 22 de setembro de 2001 em Nova York, EUA por insuficiência cardíaca aos 81 anos.

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A foto acima é da Wikipédia.

Isaac Stern tocou em muitos violinos, de modelos diferentes. É muito comum um virtuose escolher o violino que melhor combina com a peça musical a ser interpretada. Mas o violino predileto dele era um Guarneri Del Gesù ‘Ysaye’, fabricado pelo luthier Giuseppe Guarneri del Gesù, em Cremona.

Vamos colocar alguns vídeos do YouTube que selecionamos para que possam apreciar o som deste talentoso violinista. Clique nos links para ouvir esses belíssimos sons de Isaac Stern:

Concerto Violino – Sibelius in D minor

Sonata 1 Bach para Violino

Concerto Beethoven in D Major opus 61

Sonata Tartini in G minor op.1 número 10

Quinteto Schubert in C Major op.163, D.956

Sonata de César Franck in A Major

Liebeslied de Fritz Kreisler

Continuar lendo Os melhores violinistas do século XX-Parte 2 – Isaac Stern

Os melhores violinistas do século XX – Parte 1 – Jascha Heifetz

 

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A foto acima foi encontrada na wikipedia.

Se você aprecia violino ou estuda violino, não pode deixar de conhecer os melhores violinistas do século XX.
Eles tinham características diferentes mas todos tocavam com muita personalidade imprimindo ao seu som , sua assinatura pessoal própria.
É muito interessante ouvir a mesma música interpretada por diversos violinistas e ver como cada um a interpreta diferentemente. Essa pesquisa é muito inspiradora e para quem toca, ajuda a dar boas ideias musicais para depois criar sua própria interpretação.
Vamos dividir essa matéria em partes, colocando áudio para que vocês possam ter tempo de apreciar cada música e intérprete do violino com a calma necessária que cada música merece ser ouvida. Nesta postagem vamos começar falando de Jascha Heifetz, um dos maiores virtuosos violinistas do século XX. Considerado por muitos como o melhor.

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A foto acima foi encontrada na wikipedia

Nascido em 02/02/1901 em Vilnius, Lituânia, ganhou seu  primeiro violino quando tinha apenas 3 anos, de seu pai que era professor de violino.
Com apenas 7 anos já fazia solos. Entrou para a classe de Leopold Auer em São Petersburgo com 9 anos e após três anos estudando ali, foi considerado um menino prodígio com um talento muito especial para a música.
Ele ficou famoso principalmente por interpretar tão bem peças de Paganini, Bach e Saint-Saens.
Heifetz fez concertos na Alemanha, Áustria, Escandinávia, mas após a Revolução Russa em 1917, sua família se mudou para a América do Norte.
Seu primeiro concerto nos EUA foi no Carnegie Hall em 1917 quando ele contava 16 anos.
Após essa estréia no novo país, fez mais 30 concertos, só naquele ano em Nova York.
Em 1925 se naturalizou nos EUA.

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A foto acima foi encontrada no Pinterest e salva de listtoptens.com

Durante toda a sua vida, solou em inúmeros concertos. Alguns o criticam por tocar mecanicamente e com um estilo formal, sempre com uma expressão austera enquanto tocava.
Mas todos reconhecem sua técnica limpa, rápida, virtuosa e sua maneira impecável de tocar o violino.
Com 60 anos de idade, começou a diminuir seus concertos, já sentia algumas dores nos ombros, sendo o último em 1972. A partir de então se dedicou a lecionar violino.
Com 70 anos tinha mais de 80 álbuns gravados.
Ele faleceu em 10/12/1987 em Los Angeles, Califórnia. EUA.

Muitos violinistas suavam frio quando o viam na platéia e outros ficavam aliviados quando ele cometia um pequeno deslize, o que era raríssimo, pq assim sentiam que ele também era humano.
Heifetz tocava em um violino fabricado por Stradivarius.

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A imagem acima é do Pixabay

Aqui separamos alguns áudios para vocês conhecerem Heifetz como violinista, sendo o primeiro uma obra de Saint-Saens , (Introdução ao Rondó Caprichoso) compositor que Heifetz interpretava muito bem. Depois Concerto in D de Tchaikovsky opus 35 e por último Scottish Fantasy  in E flat opus 46 de Max Bruch. Em seguida uma lista de vídeos de Heifetz como professor, ministrando masterclasses, que são aulas assistidas por diversos alunos, onde todos aprendem uns com os outros. Interessante observar a aula onde Heifetz demonstra os erros dos alunos causados por nervosismo na hora de tocar.

 

Clique aqui Heifetz – Introdução Rondó Caprichoso ;

Tchaikovsky – Opus 35 com Heifetz ;

Scottish Fantasy – Bruch opus 46

Master classes: Heifetz demonstra erros de alunos ; Masterclass 3 – Heifetz ; Masterclass 2 – HeifetzMasterclass 1 – Heifetz

 

Continuar lendo Os melhores violinistas do século XX – Parte 1 – Jascha Heifetz

Qual violino devo comprar?

violin-516023_640Quando um aluno vai começar a estudar violino surge a dúvida: Como comprar um violino?
Então vamos dividir com vocês algumas informações importantes que muito lhes ajudarão a saber escolher com maior critério.
Os melhores violinos são fabricados a mão por um profissional chamado luthier. Esses profissionais escolhem a madeira mais apropriada, o verniz mais adequado que permita que os poros da madeira permaneçam abertos e constroem os instrumentos milimetricamente nas medidas exatas, buscando assim se aproximarem o máximo possível da perfeição.

Os luthiers atuais têm como referência principal os luthiers antigos Stradivarius e Guarnierius, que são consagrados por conseguirem fabricar os melhores instrumentos já criados. É possível que existam excelentes violinos antigos de outros luthiers também. O que aconteceu foi que como Stradivarius e Guarnierius se aproximaram tanto da perfeição a partir deles todos os luthiers procuraram replicar os seus modelos de violino que ficaram batizados com o nome de modelo Stradivarius e modelo Guarnierius. O modelo Stradivarius possui o som bem aberto principalmente nas cordas agudas, já o modelo Guarnierius privilegia as cordas mais graves do violino deixando o som mais doce e mais fechado.
Uma coisa importante a considerar é que todo instrumento feito a mão é superior aos instrumentos feitos em fábricas e vendidos em lojas populares. Isso porque as fábricas usam madeiras não apropriadas ao melhor resultado sonoro, que é para baratear o produto final.
A superioridade de um instrumento feito por luthier é a qualidade sonora, a madeira,  o verniz, o acabamento.

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Mas violino novo de luthier ou antigo?

Violino é como vinho. Quanto mais usado e antigo melhor. Isso porque quando você compra um instrumento no luthier, ele tem um potencial maravilhoso de som, mas leva- se anos tocando neste instrumento para que ele finalmente chegue ao auge, lhe dando todo o seu potencial sonoro.
Um violino de luthier antigo já vem com o som aberto e no auge. Você não precisa passar anos tocando até atingir seu melhor potencial.
Mas imagine esta situação: você experimenta um violino de luthier novo e um antigo e gosta mais do som do novo mesmo não estando no auge. Este é um exemplo do quão bom é este instrumento porque novinho já está lindo, imagine quando usar.

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Mas um iniciante precisa de um violino de luthier?

Não necessariamente, mesmo porque o aluno evolui com seu instrumento. De nada adianta um super instrumento nas mãos de um iniciante que leva um tempo para aprender a tirar um bom som. Este é um ponto que é preciso deixar bem claro porque muitos estudantes tem a ilusão de que se comprarem um ótimo instrumento, irão tocar bem. Uma coisa é o som do instrumento e outra coisa é adquirir a habilidade para tirar um bom som de um violino, então é por esse motivo que fica até mais interessante que o aluno evolua um pouco para escolher um violino de luthier, afinal, ele deve participar desta escolha, experimentando o pretendido instrumento. Alguns luthiers até permitem que os alunos fiquem alguns dias com o instrumento para que ele possa sentir o som dele antes de comprar, e só um aluno mais adiantado poderá participar desta escolha experimentando também.

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A respeito deste assunto, como ilustração vamos deixar esta história: conta-se que ao final de um concerto, uma pessoa foi parabenizar o grande violinista Heifetz e lhe disse:
-“Nossa que som lindo tem o seu violino!
E ele respondeu após colocar o seu violino ao pé do ouvido:
-“ Não estou escutando nada.”

Voltando ao assunto a resposta é:
É possível, sem problema começar a estudar com um violino de loja e depois ir trocando por um melhor.
Só que aqui vale lembrar que os violinos de loja veem com três pontos deixando a desejar e que antes de estar pronto para o uso, é necessário passar num luthier para que ele ajuste esses pontos. Eles são:

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Cravelhas:
Cravelhas são os lugares onde as cordas são enroladas e que geralmente vêm da loja ou tensas em excesso ou frouxas não permitindo uma boa afinação do instrumento. O luthier ajusta  as cravelhas para que elas fiquem no ponto.

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Cavalete:
Cavalete é o lugar onde as cordas são apoiadas e geralmente vem fora de ângulo e o luthier também ajusta isso.
Esse é apenas um dos muitos motivos que fazem o aluno esbarrar o tempo todo nas outras cordas. A qualidade da madeira do cavalete também influencia na qualidade do som, e o luthier o troca por um de melhor qualidade e o ajusta ao instrumento adquirido. A madeira própria do cavalete é mais resistente também.

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Alma:

Sim, o violino tem alma!
É uma madeira cilíndrica vertical situada dentro do violino (localiza-se mais ou menos na metade da abertura do “F” entre o tampo superior e o inferior, abaixo das cordas agudas)  responsável pelos sons mais agudos do instrumento e que geralmente estão fora de lugar ou com madeira de má qualidade. O luthier também arruma a alma trocando-a por uma com madeira adequada, afinal, uma boa madeira também influenciará na qualidade sonora e resistência, evitando que ela se rache.

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Depois desses ajustes o aluno fica com um instrumento que funcionará para o uso.
Lembrando também que os violinos feitos em luthier são ótimos mas são caros e você compra apenas o violino sem o arco, sem a caixa, enquanto que o violino de loja vem com tudo: caixa, arco, violino.
O violino de luthier é para comprar o potencial sonoro de alta qualidade que será cada vez mais notada a medida que o aluno saiba tocar bem seu instrumento.
Entendendo esses princípios ficará mais fácil escolher o seu violino. Dúvidas podem surgir e vocês podem nos contatar pelo email amoviolino20@gmail.com ou deixe seu comentário.

Para quem quiser se aprofundar na história do Stradivarius e seus instrumentos, recomendamos a leitura do livro: “Stradivarius – Cinco Violinos, um Violoncelo e Três Séculos de Perfeição“, de Toby Faber,  Editora: Record.

Imagens: Pixabay.com

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Dr. Massaru Emoto e a música transformando a água

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“A água circula no mundo e alimenta o solo, é a fonte da vida no planeta” (Massaru Emoto). Os adultos humanos possuem cerca de 65% de água no organismo (um músculo é composto de 75% de água, o sangue possui 95%, o tecido ósseo 22%, e a gordura corporal 14%). Massaru Emoto descobriu que diferentes ambientes, palavras, pensamentos, vibrações, sons e sinfonias musicais influenciam as moléculas de água de formas diferentes. Ele afirma que tudo o que existe vive em constante vibração. Ele já acreditava que a vibração viaja através da água ao iniciar seus trabalhos, há 15 anos atrás, quando voltava dos EUA, trazendo consigo um aparelho capaz de medir as vibrações – analisador de ressonância magnética. Foi então que transferiu vibrações para um tipo de água micro agrupada. Foi através dessa água que conseguiu curar muitos sintomas de doenças em cerca de 10 mil pacientes.

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Ele explica ter pensado que “se a neve possui cristais a água congelada também deve ter”

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Os primeiros sucessos de seus estudos começaram após uns 60 dias, quando conseguiu a primeira foto boa (essa foto está em seu livro: O Poder da Água). Hoje ele acredita na mutação da água através da vibração.

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“A música é vibração, então se a água é exposta à música a sua estrutura de cristais muda. Quando a água é exposta à música, seu lado expressivo se irradia, formando e transformando cristais ao ritmo da música, como se os cristais fossem reflexos de nossas próprias emoções”.

Neste vídeo Documentário Massaru Emoto você vai acompanhar o cristal se modificando ao som das músicas relacionadas abaixo, de 15:10 a 20:34, mas o vídeo inteiro é muito interessante.

Mozart – serenata em Sol Maior; Beethoven – a Nona Sinfonia; Dvorák – O Novo Mundo sinfonia número 9;

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Sakura Sakura (música japonesa – Flores de Cerejeira) estas são as músicas do experimento do vídeo.

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Massaru Emoto captou a essência da água e nomeou suas fotografias de “Mensagens da água”. Estudou a água congelada e a submeteu a diferentes vibrações, percebendo que algumas formavam lindos cristais hexagonais e outras não.

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“A vibração viaja através da água e é toda a força que a natureza possui”. O método de estudo: primeiro se dá a coleta da água; a amostra é levada ao laboratório no Instituto Geral e HM, no Japão; depois ela é agitada e 1 ml de água é colocada em cada placa (são feitas 50 amostras para um padrão de cultura mais preciso); as placas são colocadas no congelador do laboratório há 25 graus Celsius negativos. Após 3 horas as amostras são alisadas no laboratório há 5 graus Celsius. Dos 50 cristais alguns formam cristais bem formados e belos enquanto outros não. O pesquisador tem que ser rápido para observar e fotografar o cristal antes que ele volte ao estado líquido. O bloco congelado de cristal hexagonal se expande a partir do centro para todos os lados em 3 dimensões. 

Como pudemos conferir com as descobertas de Massaru Emoto é nosso dever cuidar do meio ambiente, sermos educados e amorosos, e elevarmos a nossa vibração.

musicians-2072922_640 Como pudemos notar, se a música influencia a água e se nós somos constituídos de uns 65% de água podemos concluir que uma música elevada contribui significativamente em nossa saúde.  Para Massaru Emoto “a música é uma forma de cura antes de ser arte”. Para ele “a natureza é tudo o que está em harmonia com ela”.

Abraço a todos.

Imagens: Pixabay.com e Google

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Aula de Violino

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A música vem sendo apreciada pelos povos desde a antiguidade. Na Grécia antiga Aristóteles já apontava para os benefícios musicais; Platão receitava a música para a cura das “angústias” e sintomas semelhantes, dizendo que “a música é o remédio da alma” e que os sons produziam efeitos terapêuticos. Com o avanço do estudo da estrutura e do funcionamento cerebral identificou-se as áreas do cérebro que atuam na memorização só de sons, de ritmos, de timbres, ou de células que armazenam a melodia de uma música, sendo que o conjunto desses grupos celulares compõem a memória sonora.
A área cerebral ligada à música localiza-se na região córtex temporal do hemisfério direito. Já a composição e escrita da música é trabalhada no hemisfério esquerdo do cérebro, onde se encontram os centros da linguagem (a compreensão da música).

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A nível elementar todas as pessoas possuem conhecimento musical por causa do desenvolvimento durante os processos de aprendizagem. O bebê, desde o início da gestação, aprende o ritmo da respiração da mãe, mais tarde através das conversas e canções que o embalam.

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Não nascemos prontos, a música é desenvolvida conforme o interesse e vontade de cada pessoa em aprender algum instrumento musical. O advento da informática puxou a evolução tecnológica em múltiplas áreas e o mundo moderno vem exigindo a genialidade e instantaneidade das pessoas em tudo o que fazem, porém os nossos cérebros continuam os mesmos. Precisamos de tempo, paciência, prática, estudo, calma e perseverança para assimilarmos novas informações durante o aprendizado de música.

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Em geral as pessoas pensam bastar adquirir um instrumento da sua preferência e um bom professor para em pouco tempo estarem estrelando nos palcos internacionais. Seria ótimo se assim  fosse mas nada está mais distante da realidade. É óbvio que um bom professor faz a diferença, pois há profissionais que sofreram em recomeçar os estudos novamente (quando estudantes) para corrigir erros de maus profissionais, isto acontece realmente, e é dispendioso o que colabora para que muitos desistam de estudar algum instrumento. O aluno precisa entender que o esforço para aprender realmente dependerá dele mesmo, pois de nada lhe adiantará receber uma ótima informação de um bom professor se ele não se aplicar devidamente aos estudos.

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Cada integrante de uma orquestra sinfônica, por exemplo, estudou no mínimo 8 anos mais os anos de aperfeiçoamento para ocupar o lugar onde está. Com certeza para tão longa jornada é preciso gostar de estudar, a fim de que o processo seja leve e prazeroso. É bom o iniciante se perguntar se realmente gosta de estudar o instrumento que escolheu, pois será preciso entusiasmo e alegria em cada parte do processo, pois o aprendizado é efetuado passo a passo, sendo que a etapa vencida dará início a uma nova fase e assim por diante. Quem gosta de adquirir tudo pronto e à mão não apreciará o violino, pois nele o estudante trabalhará cada nota da partitura (é preciso afinar cada nota, pois ela não se encontra pronta como as teclas do piano).

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A vida é um desafio constante, o bebê vem ao mundo inconsciente e pequenino antes de balbuciar as primeiras sílabas, a dar os primeiros passos, etc., mais tarde passará pelas etapas escolares, as profissionalizantes e após enfrentará o mercado de trabalho competitivo. Será que esse bebê teria nascido se antes de nascer soubesse da jornada longa que teria que enfrentar depois? No entanto ele viveu cada momento com alegria e disposição de aprender algo novo. Foi assim que ele construiu a pessoa que se tornou quando adulta. Os dias em que você dominará o seu instrumento chegará, se você dedicar-se ao estudo.

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Vale a pena estudar música e se habilitar a um instrumento específico, pois está provado os benefícios que a música oferece (tanto ao que a pratica quanto àquele que a ouve). O Laboratório de Neuropsicologia da Música e da Cognição da Universidade de Montreal, no Canadá, investigou e revelou as reações que a música produz, em maior ou menor grau dependendo do conteúdo emocional. Interessante lembrar o que eu soube, que a música de Mozart possui elementos terapêuticos. A música pode melhorar o humor, o sono, a motivação, a autoconfiança, pode diminuir a ansiedade, combater a tensão, a fadiga e eliminar o estresse (reduz as concentrações de hormônios do estresse). Tudo isto porque ela ativa a área do cérebro que oferece recompensas, como a de um alimento saboroso, ao das drogas e do sexo. Cada estilo musical afeta as pessoas de forma diferente. A música também beneficia a memória, a concentração, a percepção auditiva, a atenção, o raciocínio, a imaginação e a criatividade. Estudar um instrumento do qual se goste é prazeroso e faz bem em qualquer idade.

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Pessoas da terceira idade também estão estudando como a realização de um sonho, que muitas vezes foi interrompido por causa de falta de oportunidade, ou porque não foi possível nem sonhar com essa possibilidade.

A música permeia as culturas por gerações inteiras e ultrapassa as décadas e os séculos. Então vale a pena o esforço em aprender um instrumento musical para deleite próprio e benefício da sociedade.

Muita paz e alegrias!

contato: 19-3324.7116; amoviolino20@gmail.com; Instagram aula_violino_particular

Imagens: Pixabay.com

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